A continuidade operacional é essencial em qualquer centro de dados, e as descargas atmosféricas representam uma das ameaças mais imprevisíveis. Para os proteger, é indispensável dispor de um sistema integral que combine proteção externa, interna e deteção precoce de trovoadas.

A cada segundo produzem-se aproximadamente 100 relâmpagos em todo o planeta, o que equivale a 1.200 milhões por ano, dos quais cerca de 25% das descargas atinge a superfície terrestre (Imagem 1). As descargas de relâmpagos são um fenómeno natural e não podem ser evitadas, tal como indica a introdução da norma internacional IEC 62305-1:2024. No entanto, com a implementação das medidas adequadas, é possível reduzir os seus efeitos negativos. 

Imagen 1: Fuente NASA - Mapa global de flashes por año y km2  

Imagem 1: Fonte NASA – Mapa global de relâmpagos por ano e por km² 

Os centros de dados são infraestruturas críticas onde a queda de um raio, seja direta ou indireta, pode provocar falhas graves nos sistemas, colocando em risco a continuidade do serviço. O primeiro passo para evitar danos é realizar uma avaliação do risco de descargas atmosféricas no CPD. Para isso, a INGESCO disponibiliza o seu software online INGESCO CALCULUS, baseado na norma IEC 62305-2, que determinará a necessidade e o nível de proteção, gerando um relatório técnico no idioma que for selecionado. 

Uma vez analisado o risco, o passo seguinte será implementar um LPS (Lightning Protection System) ou sistema integral de proteção, que combine medidas de proteção externa e interna, bem como sistemas de deteção e alerta precoce, de modo a que todos em conjunto nos protejam das possíveis fontes de danos (Imagem 2)

Imagen 2: Fuente IEC 62305-4 -Fuentes de daños en una estructura y distribución de la corriente  

Imagem 2: Fonte IEC 62305-4 – Fontes de danos numa estrutura e distribuição da corrente

Na INGESCO, respondemos a esta necessidade através do desenho de sistemas integrais de proteção contra o raio, que combinam soluções externas, internas e de deteção precoce, todas elas adaptadas às características de cada projeto e às normas em vigor em cada país. Realizamos estudos personalizados que garantem uma instalação eficaz, segura e em conformidade com a regulamentação, otimizando a proteção em cada ponto crítico da infraestrutura.

Proteção Externa contra o Raio 

É uma das mais importantes, e a sua função é evitar os impactos diretos dos raios sobre as estruturas. Para tal, recomenda-se a utilização de diferentes sistemas de proteção externa: 

  • Pára-raios com dispositivo de Ionização (PDI) ou pontas captoras convencionais: a sua função é captar as descargas dos raios, evitando que estas atinjam diretamente a estrutura. 
  • Gaiolas ou malhas de Faraday: o seu objetivo é revestir e blindar a estrutura, minimizando a penetração da energia do raio no interior do CPD. 
  • Sistemas de ligação à terra eficientes: garantem a dissipação segura da energia elétrica do raio no solo, graças ao seu design e, consequentemente, à sua baixa impedância face às correntes de raios de alta frequência. 

Estas soluções devem ser concebidas de acordo com normas internacionais, como a série IEC 62305, assegurando uma correta distribuição dos elementos de captação, blindagem, condução e dissipação dos efeitos das descargas atmosféricas. 

Proteção Interna contra Sobretensões Transitórias 

Mesmo dispondo de proteção externa, os efeitos de um raio podem igualmente gerar sobretensões capazes de danificar equipamentos sensíveis. Para prevenir este efeito, é fundamental blindar os cabos que percorrem o exterior do CPD e instalar dispositivos de proteção contra sobretensões (SPD) tanto na instalação elétrica como nas redes de dados e telecomunicações: 

  • Quadros elétricos: incorporando SPDs de Tipo 1 na entrada de energia, de Tipo 2 ao nível dos subquadros elétricos e de Tipo 3 junto dos equipamentos eletrónicos sensíveis. 
  • Linhas de telecomunicações e dados: protegendo servidores, switches e dispositivos de armazenamento. 
  • Sistemas de ligação à terra equipotencial: evitando diferenças de potencial entre diferentes pontos do Data Center. 

A correta seleção e instalação destes dispositivos minimiza o risco de danos na infraestrutura tecnológica. 

Sistemas de Deteção e Alerta de Trovoadas 

A sua função é antecipar a tempestade elétrica e ativar protocolos preventivos. As tecnologias, segundo a IEC 62793, são: 

  • Sensores de campo eletrostático: um exemplo é o PREVISTORM® Thunderstorm Warning System, que detecta a presença de carga elétrica na atmosfera e envia um alerta precoce. 
  • Redes de deteção de relâmpagos: redes que monitorizam a atividade elétrica em tempo real e comunicam através de plataformas na internet. 

Estes sistemas permitem tomar decisões como: 

  • Ativar geradores de reserva e redundância energética. 
  • Desligar equipamentos sensíveis para operar em modo isolado. 
  • Implementar procedimentos de cópia de segurança de dados em servidores alternativos. 

      Solução INGESCO: tecnologia, segurança e continuidade

      Proteger um centro de dados contra o raio requer uma estratégia integral e suportada pelas normas em vigor. A INGESCO oferece uma solução completa que integra:

      • Avaliação do risco com o CALCULUS.
      • Proteção externa certificada.
      • Proteção interna adaptada a cada ambiente.
      • Sistemas de alerta precoce de trovoadas.

      Tudo isto com o apoio de uma equipa técnica com mais de 50 anos de experiência e milhares de instalações em todo o mundo.

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